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5 livros centenários sobre coquetelaria que merecem um espaço na sua prateleira virtual

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⍟ Conhecimento não ocupa espaço… Okay, talvez alguns megabites, neste caso, mas garantimos que serão fontes únicas de inspiração, resgate de técnicas e receitas e conhecimento histórico. Veja a lista preparada pelo Clube e boa leitura.

Nossa ‘curadoria de especialistas formada em caráter emergencial para atender a demanda de bartenders com tempo livre para ler livros interessantes’ selecionou cinco obras sobre coquetelaria com mais de cem anos de idade, não apenas para serem lidas a título de curiosidade, mas para serem verdadeiras fontes de inspiração na criação de novos cocktails, de resgate de receitas excelentes que ficaram esquecidas no tempo e um incremento importantíssimo de conhecimento sobre a história da coquetelaria.

Selecionamos uma obra por década, a partir do livro The Bartenders Guide, do mítico Jerry Thomas, do ano de 1862, traçando assim uma linha do tempo entre o primeiro registro em livro sobre o assunto escrito e impresso nos Estados Unidos, até o início do século 20. Por serem obras originais, se encontram no idioma inglês.

Confira nossa lista de 5 livros centenários sobre coquetelaria e clique sobre a capa de cada um para ler:


1862 – The Bartender’s Guide and How to mix Drinks – The Bon Vivant’s Companion – Jerry Thomas

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Este é, provavelmente, o mais famoso livro de receitas de bebidas de todos os tempos, e foi o primeiro livro sobre coquetelaria a ser publicado nos Estados Unidos.

Em 1862, Jerry Thomas terminou o The Bartender’s Guide, chamado alternativamente de ‘The Bon Vivant’s Companion’, livro que coleta e codifica o que era então uma tradição oral de receitas desde os primórdios da coquetelaria, incluindo algumas criações autorais do próprio Thomas; o guia estabelece os princípios para a formulação de bebidas misturadas de todas as categorias então existentes.

A publicação inclui as primeiras receitas escritas de cocktails que nunca envelhecem, como o Daisy, o Fizz, o Sour, o Mint Julep, o Flip, além outros famosíssimos, como o Blue Blazer, o Eye Opener o Corpse Reviver e o Pick me Up. É um ponto de partida necessário para todo bartender, como que o ‘santo graal’ da coquetelaria.


1872 – Cooling Cups and Dainty Drinks – William Terrington

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A obra, de 1869, escrita por William Terrington, é uma coleção de receitas de bebidas e outros drinks compostos, mas também um manual completo que dá um panorama sobre as práticas dos produtores de bebidas de uma época em que a escala industrial de produção ainda era bastante incipiente.

Desta forma, é uma fonte imprescindível para aqueles que desejam produzir em escala artesanal para atender o próprio bar. Trata-se de um arcabouço de receitas para as mais diversas bebidas como cordiais, cidras, sodas, beers, outros refrigerantes e xaropes, mas também um registro histórico dos cocktails e outros drinks consumidos na época.

Algumas receitas dignas de menção são o Negus de Charles Dickens, Ale Posset de Sir Walter Raleigh e Ale Posset de Sir Walter Raleigh e Wassail Bowl de Sir Walter Scott.

A obra é recheada de explicações sobre como refrigerar as bebidas corretamente, dicas para o consumo de vinhos, sobre as diferentes categorias de bebidas e muitas outras informações relevantes, fazendo com que o livro seja muito mais do que uma mera lista de receitas.


1882 – New and improved Bartender’s Manual – How to mix drinks of the present style – Harry Johnson

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O “New and Improved Bartender’s Manual, or How to Mix Drinks in the Present Style” (Manual do Barman, novo e aprimorado, ou Como misturar bebidas no estilo atual) foi publicado em 1882. Como história que é história tem alguma controvérsia, o título do livro foi uma tentativa de afirmar a existência de uma versão anterior deste livro, que o próprio Harry Johnson dizia ser de 1860, dois anos, portanto, mais velho do que aquele que consideramos o precursor dos livros sobre coquetelaria, o The Bartender’s Guide, de Jerry Thomas. Não existe, no entanto, o registro real desta primeira versão.

O diferencial deste livro é o fato de que não tem apenas conteúdo estritamente relacionado com a produção de bebidas (embora seja bastante amplo, contando com centenas de receitas), mas aborda também temas mais amplos como o treinamento de pessoal para uma brigada de bar, o planejamento correto para a abertura de um estabelecimento de venda de bebidas, como manter insetos longe dos estoques de bebidas e outros macetes. Isto sem qualquer receio de chamar seu conteúdo de “regras”, com tom magistral.

A esta obra é creditada a primeira impressão da receita do Bijou (inventado pelo próprio Johnson), do Marguerite e, na reimpressão de 1888, a vanguarda na inclusão do martini.

Embora não se possa comprovar a afirmação de Johnson como sendo esta a primeira obra sobre cocktails já escrita, vale apena atribuir a ela um peso semelhante ao The Bartender’s Guide, dada a relevância de seu conteúdo.


1892 – The Flowing Bowl – What and when to drink – William Schmidt

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Um livro bastante completo, The Flowing Bowl – What and when to drink (A Vasilha Fluente – O que e quando beber) , escrito por William Schmidt, ao mesmo tempo em que trata das bebidas de forma mais técnica, falando sobre sua composição química e outras particularidades, também utiliza um recurso textual que revisita o verso e a prosa sobre as bebidas na história.

A obra inicia dando uma panorama sobre as principais bebidas e seu consumo ao longo da história da humanidade, perpassando a Fisiologia e a dieta, com explicações sobre os sentidos e as necessidades nutricionais, a composição das bebidas e algumas de suas variações, as diferenças de consumo nas diferentes culturas e pelos diferentes povos, a variar de acordo com o clima e os costumes, o consumo das bebidas na ancestralidade, com uma rica pesquisa que dá origem a explicações sobre como eram realizados os banquetes nas culturas antigas, com detalhes sobre estas ocasiões, ilustrados com menus completos.

Também conta com uma explicação minuciosa sobre a correta maneira e a ordem de serviços de vinhos de acordo com o tipo de comida que acompanha, exemplos de menus harmonizados com bebidas, uma introdução sobre a coquetelaria com dicas e, finalmente, uma série de receitas de cocktails e outras bebidas.

O livro termina com uma seção dedicada à poesia de diversas épocas compostas em homenagem à arte de beber e de sua musa inspiradora, a bebida.


1902 – How to make fine, fancy or mixed drinks – Red Top Rye Guide

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Um guia mais prático de preparação de drinks, com mais de 70 receitas compiladas por um fornecedor de bebidas local, Red Top Rye Guide é um raro registro de época de uma publicação produzida com a finalidade de incentivar o comprador de bebidas a utilizá-las.

O livro começa com uma rápida introdução sobre a preparação de drinks e algumas dicas para leigos, como a preparação de simple syrup, como ‘limpar o gelo’, qual tipo de gelo utilizar para cada drink, como esquentar o copo para servir um drink quente, tipos de copos usados e outros macetes. A obra é ricamente ilustrada com sutis propagandas de época desenhadas a bico de pena.

Suas receitas são divididas por categorias, aglutinadas em capítulos com nomes curiosos, como “drinks elegantes”, “para encontros sociais”, “com valores medicinais” e “para inválidos”. Os subtítulos são um pouco mais comuns, dividindo os drinks por suas categorias mais conhecidas e por tipo de bebida utilizada em sua composição.

Um pitoresco volume que representa bem uma prática das indústrias relacionadas a bebidas que,  desde aquela época, já buscavam levar conteúdo interessante e prático aos profissionais de bebidas e ao grande público, de acordo com o nível de conhecimento de cada um, mais ou menos como fazem até os dias de hoje.

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