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Famosos & seus drinks

Coquetel&
Famosos e seus drinks

⍟ Três ícones do cinema, literatura e música, três homens e seus drinks preferidos

 

E xistem pessoas que transcendem o tempo, se transformam em mitos. São virtuosos no que fazem, atraem a tudo e a todos, vivem intensamente. Suas biografias são recheadas de polêmicas, amores febris, gostos marcantes e tão influentes como as próprias personalidades.

E como todo mito, até hoje estão presentes em nosso cotidiano, emprestando seu carisma para todo tipo de hábitos e costumes, inclusive na bebida. Nesta edição do Clube do Barman, focamos três ícones – um da literatura, um do cinema e o outro da música.

Eles são tão emblemáticos que dez entre dez barmen os citam como ‘aquele’ para quem mais gostariam de preparar um drink. E todos os três, obviamente, emprestaram seu carisma para os destilados preferidos.

PELO MUNDO

O primeiro deles, inclusive, escreveu nas paredes do mítico ‘La Bodequita del Medio’, não uma, mas duas de suas paixões etílicas: “My mojito in La Bodeguita, My daiquiri in El Floridita”.
Era Ernest Hemingway, que por 23 anos, entre idas e vindas, viveu em Cuba, onde o mojito foi criado e cuja fama deve muito a esse homem do mundo.

Ele nasceu em 1899 nos EUA, em 1916 serviu ao exército italiano, depois foi jornalista em Paris, toureiro amador na Espanha, caçador na África e militante na Guerra Civil Espanhola.
Nessas andanças, produziu sua obra, culminando com um Prêmio Pulitzer e um Nobel. Na maioria dos seus livros, sempre fez alusões a bebidas, inclusive com citações a coquetéis por ele criados, como no livro ‘Death in the Afternoon’ (Morte à Tarde – 1932), onde compara seu gosto pela tourada com o apreço que tinha ao vinho, além de apresentar um drink à base de absinto e espumante.

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DAIQUIRI

INGREDIENTES

80 ml de Rum Havana 3 años
40 ml de suco de limão fresco
20 ml de xarope simples
Casca de limão para decorar

MODO DE PREPARO

Combine os ingredientes líquidos em uma coqueteleira cheia de gelo e agite até ficar gelado. Coe duplamente em um taça de coquetel gelado. Decore com o limão.

 

 

 

HOMENAGEM

Mas, se Hemingway adora receitas com vários destilados, Charles Chaplin era apreciador do vinho do porto, como descreve sua filha, Geraldine Chaplin. O comediante, segundo alguns de seus biógrafos, chegou a afirmar que tal costume “é um lado meu, muito português”.

Entretanto, o Charlie Chaplin Cocktail foi, durante muitos anos, uma das principais bebidas do não menos famoso Waldorf-Astoria, de Nova York.
A mistura de limão, aguardente de damasco e gim abrunho está documentado no livro Old Waldorf-Astoria Bar, de 1931. O que não se tem certeza, porém, era quanto o criador de Carlitos apreciava o drink, criado em sua homenagem.

Outra predileção de Chaplin era o Bellini, criado em 1945 por Giuseppe Cipriani, do Harry’s Bar, em Veneza, que ele frequentou ao lado de diversas outras figuras famosas, como Hemingway.

_mg_0322CHARLIE CHAPLIN

INGREDIENTES

40 ml de aguardente de damasco
40 ml de gim abrunho
40 ml de suco de limão fresco
Casca de limão para decorar

MODO DE PREPARO

Despeje os ingredientes em uma coqueteleira com gelo. Agite bem. Coe em um copo gelado de coquetel. Decore com uma casca de limão.
On the rocks
Ingredientes
Uma dose de uísque Bourbon
Três a quatro cubos de gelo.
Água

SUAVE E GOSTOSA

Todavia, se Chaplin e Hemingway apreciavam diversos drinks, Francis Albert Sinatra, blue eyes, adorava mesmo uma boa dose de Bourbon, “suave e gostosa”, sempre com três ou quatro cubos de gelo, dois dedos de uísque Bourbon e água, no tradicional copo on the rocks Mas não tomava de imediato. Deixava “os sabores se misturarem”.
Este ano, no Brasil, foi lançada a mais recente biografia do cantor, onde o escritor James Kaplan oferece uma visão pouco usual do mito.

_mg_0335ON THE ROCKS

MODO DE PREPARO

Coloque os cubos de gelo no copo on the rocks, adicione o bourbon e água.

O livro não aborda toda a vida de Sinatra. Ele vai do nascimento, em Hoboken, New Jersey, até 1954, ano em que ganhou o Oscar pelo filme ‘A Um Passo da Eternidade’, ambientado em uma base do exército norte-americano no Havaí, em plena Segunda Guerra Mundial.

Kaplan já iniciou o segundo volume, que vai até a morte do ídolo, em 14 de maio de 1998. Mas o título já existe: ‘Sinatra – The Chairman of the Board’, apelido dado pelo radialista William B. Williams, pelo status que o cantor alcançou principalmente na indústria fonográfica, assim como sua ambição em controlar cada detalhe da carreira.

Em janeiro de 1980, Sinatra veio ao Brasil e fez um show memorável no Maracanã — um recorde absoluto de público até hoje, 175 mil pessoas, a maior audiência em toda sua vida nos palcos. Choveu o dia inteiro, até que momentos antes do início do espetáculo, o tempo abriu.

Sinatra tinha um carinho especial pela Bossa Nova e era um grande admirador de Tom Jobim, com o qual fez um dueto famoso com ‘Garota de Ipanema’. No Japão, em dezembro de 1994, fez a última apresentação pública, aposentando-se em 1995 aos 80 anos.

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