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Ginjinha: a sua vai com a ginja dentro ou não?

Europa Mundo afora

⍟ Quem criou? Não se sabe. Quando surgiu? Há dúvidas. Uns dizem que já no século XV ela era popular. Outros dizem que foi só 100 anos depois.

Seja como for, a ginjinha é um patrimônio lisboeta, não tão conhecido como os pastéis de Belém, mas tão típico quanto. Agora, essa rústica bebida, feita a partir de uma fruta da mesma família da cereja, começa a ganhar ares gourmet.

O produto é praticamente um patrimônio cultural de Lisboa.

Hoje, ainda é possível encontrá-la em meia dúzia de endereços, a maioria espalhada pelo Centro Histórico da Cidade.

Na capital portuguesa, esse licor sempre foi degustado em pequenos copos, nos balcões de dezenas de tascas. Com o tempo, porém, esse hábito por pouco não desapareceu.

ONDE ESTÁ A MELHOR GINJINHA?

Todos, sem exceção, apregoam vender a melhor ginjinha, tendo como base uma receita que teve origem em mosteiros beneditinos, assim que essa frutinha chegou à Portugal vinda da Ásia, há 500 anos.

Aprenda a fazer a Ginjinha – Ingredientes: 1 kg açúcar / 1 kg ginja / 2,5 litros de aguardente de vinho ou bagaceira (aguardente de vinho de origem portuguesa, obtida a partir de destilados alcoólicos simples de bagaço de uva) / 1 pau de canela Modo de fazer: Lave as ginjas, seque-as e retire os pés (mas não os caroços). Coloque as ginjas numa garrafa de licor, cubra com o açúcar, o pau de canela e no fim a aguardente. Tampe a garrafa hermeticamente. Ela deve ficar guardada em lugar escuro. Agite diariamente durante a primeira semana. Deixe descansar por no mínimo três meses. Nas tascas, encontra-se ginjas feitas há 30, 40 anos.
ginja e ginjinha
A ginja, fruta da mesma família das cerejas, é a matéria prima para a produção dessa bebida

No começo era uma bebida das classes mais abastadas, devido aos custos de produção. Mas, a partir do momento em que a planta se ambientou em solo português, o preço foi caindo, na medida em que a ginjinha entrava definitivamente no gosto popular.

A GINGINHA DO CARMO, COM ‘G’, MESMO

Hoje, já é possível ver hordas de turistas querendo redescobrir os segredos da bebida. Esse renascimento chamou a atenção de empresários como Jorge Rosmaninho, que investiu na reabertura da Ginginha do Carmo, uma tasca que havia fechado suas portas na década de 60. Lá, Rosmaninho deu novos ares à bebida, que pode ser consumida até em copinhos de chocolate, por exemplo – algo que arrepia os mais tradicionalistas. Mas, para esse ex-importador de destilados, o clássico pode andar lado a lado com a inovação.

ginginha do carmo
O Balcão da Ginginha do Carmo, repaginada, reaberta por Rosmaninho após quase cinco décadas

Mesmo inspirada nas típicas tabernas portuguesas, “mas com um toque contemporâneo”, a casa não abre mão do aspecto artesanal do licor, que segue uma velha receita, feita por um antigo produtor de Lisboa.

Normalmente, manda a tradição que ginjinha seja bebida no balcão. O cliente escolhe: com ou sem elas, ou seja, com os frutinhos no fundo do copo ou não. Antes de servir, a garrafa deve ser fortemente agitada e deve beber-se à temperatura ambiente. Se um dia você for a Lisboa e ver um monte de gente com copinho de plástico na mão, saiba que aquilo não é cafezinho de depois do almoço. Confere aí:

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