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Plymouth e Monkey 47: novas marcas de gin premium desembarcam no Brasil

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⍟ Entre o clássico e o trendy, marcas de gin chegam ao portfólio da Pernod Ricard Brasil. Objetivo é estimular a criatividade dos bartenders e apreciadores da bebida

Publicado em 5 de junho de 2017, às 11h

Empenhada em atender um mercado sempre ávido por novidades, a Pernod Ricard Brasil passa a distribuir no Brasil duas novas marcas de gin mundialmente famosas: Plymouth e Monkey 47. Representantes das categorias premium plus e super premium do spirit, respectivamente, elas têm nuances de sabor e características próprias que tem tudo para conquistar os apreciadores do gin. E as cartas de coquetéis dos melhores balcões brasileiros.

Para responsável por Beefeater London Dry Gin e as duas novas marcas no Brasil, Bruno Siqueira de Carvalho, os novos rótulos vêm para atender uma demanda cada vez maior por novos tipos da bebida, em alta por aqui nos últimos anos.

“Quando o consumidor entra nesse mercado, ele quer experimentar coisas novas e provar novos sabores. No final, ele sempre acaba voltando para o gin que mais gosta, mas não deixa de experimentar todos que puder”, explica.

Em sua visão, o gin criou uma cultura que, ao contrário de outras bebidas, estimula a variedade e diferentes experiências que o spirit pode oferecer.

PLYMOUTH GIN

DIRETO DO REINO UNIDO

Dona da destilaria de gin mais antiga do mundo ainda em atividade, a marca é o símbolo da cidade portuária de Plymouth, sede da Marinha Britânica, no sul do Reino Unido. Criada em 1793, no período da Gin Craze, dentro de um antigo mosteiro, a bebida era consumida principalmente por tripulantes de navios e oficiais da marinha.

Conta-se que os capitães das embarcações não permitiam que a tripulação entrasse com água nos navios por causa da pólvora que carregavam para os combates. Por isso, muitos levavam gin. Para testar se era realmente o spirit britânico, os capitães despejavam a bebida em algum material inflamável e ateavam fogo. Se a chama acendesse, o marinheiro poderia levar a garrafa na viagem. Esta versão Navy Strengh do gin era mais forte, com cerca de 57% de graduação alcoólica.

A garrafa de Plymouth é repleta de simbolismos. O navio que estampa o rótulo é um deles. Trata-se de uma homenagem ao Mayflower, embarcação que saiu da baía da cidade levando a primeira expedição britânica para a colonização dos Estados Unidos. 

Outro elemento é a imagem o monge localizada na parte inferior da garrafa. Com base no fato da destilaria ter sido construída em um antigo mosteiro em que se acreditava no poder dos remédios alcoólicos para combater as doenças, existe uma tradição. Quando o nível da bebida na garrafa já está abaixo da cabeça do monge, ele consegue respirar novamente e diz-se que é hora de comprar outra.  

Ideal para clássicos

A produção deste gin é tão rigorosa e regional que a marca foi consagrada como um tipo do destilado. O Plymouth Gin privilegia a água de qualidade como seu principal ingrediente. É fabricado exclusivamente com a água pura da represa de Dartmoor. Utiliza álcool de grãos e é preparado em alambiques de cobre vitorianos na destilaria de Black Friars.

Seus sete botânicos – zimbro, semente de coentro, casca de laranja e limão siciliano, cardamomo verde, raiz de angélica e raiz de lírio – garantem um gin aromático. Ao mesmo tempo, encorpado e muito equilibrado. Ideal para um Dry Martini clássico e outras receitas finas.

Prova disso é que em um dos grandes livros da coquetelaria, o Stuart’s Fancy Drinks And How To Mix Them, reimpresso em 1904, a bebida já constava na receita do Marguerite, drink da família dos martinis. Citado em diversas obras de referência para bartenders, o Plymouth marcou seu nome no século 20.

Hoje, Plymouth é visto como símbolo de classe, simplicidade e tradição. Segundo muitos, é o “pai dos gins”. Para o representante brasileiro da marca, a alcunha de “escolha do especialista” é justificada. “Quem o conhece e já o experimentou, sabe de sua importância no mercado”, explica. A versão vendida no Brasil é a original, de 750 ml.

A destilaria Black Friars foi aberta oficialmente em 1793, na cidade de Plymouth. Antes disso, um mosteiro funcionava no local (Foto: Divulgação/ Facebook Plymouth Gin)

 THE MARGUERITE

INGREDIENTES

2 partes de Plymouth Gin
1 parte de Vermute Seco
1 dash de Orange Bitters

MODO DE PREPARO

Adicione todos os ingredientes a um mixing glass com gelo. Mexa a mistura para que a bebida fique refrigerada e diluída. Despeje em um cocktail glass.

 

 

 

MONKEY 47 SCHWARZWALD DRY GIN

RECEITA OUSADA DA FLORESTA NEGRA ALEMÃ

Se o Plymouth baseia-se em sua história para seduzir o mercado, a estratégia do Monkey 47 vai além. Considerado o gin mais trendy do momento, une a complexidade botânica a uma história curiosa. Conquista também pelo design rústico de sua garrafa, que mais lembra um frasco antigo de remédio.

Produzido no coração da Floresta Negra, na Alemanha, desde 2009, sua história começa no final da Segunda Guerra Mundial. Em 1945, o comandante da Royal Air Force britânica Montgomery “Monty” Collins havia sido despachado para Berlim, capital do país. Arrasado pela destruição da cidade, ele decidiu ajudar na reconstrução do zoológico local. Lá conheceu e ajudou um pequeno macaco chamado Max.

Em 1951, o comandante deixou as forças aéreas e decidiu viver ao norte da floresta para se dedicar à arte da relojoaria, mas não obteve sucesso. Por isso, abriu uma pousada com o nome “The Wild Monkey”, em homenagem ao animal. Como todo bom inglês, Monty amava gin. E sua paixão fez com que produzisse seu próprio destilado, com as frutas e ervas que encontrava na floresta. O “Schwarzwald Gin” foi a marca oficial da pousada até a década de 70.

Em 2006, a história voltou à tona quando o empresário Alexander Stein recebeu uma ligação de um amigo, que dizia ter encontrado uma garrafa de gin antiga dentro de uma caixa. Stein era de uma família de destiladores e ficou fascinado pela ideia.

Ele deixou seu emprego nos Estados Unidos e junto com Christopher Keller, master distiller da marca e conhecido por seus brandies, tentou recriar a receita original na mesma região da Floresta Negra. No total, foram mais de 120 testes e pesquisas até encontrar a fórmula de Monkey 47 e lançá-lo oficialmente em 2009.

Alexander Stein e sua joia: o alambique luxuoso onde é destilado o Monkey 47 Dry Gin (Foto: Divulgação/Monkey 47)

Produção artesanal

A produção do Monkey 47 é artesanal de ponta a ponta (Foto: Divulgação/Monkey 47)

Fiel à obsessão do empresário em oferecer o melhor produto do mundo, o gin tem 47 botânicos diferentes. Entre os conhecidos estão zimbro, folhas de amora silvestre, pele de limão siciliano e laranja amarga, pomelo, flor de sabugueiro e  lingonberry – fruta encontrada na floresta com aroma potente. Tamanha riqueza de sabores fez com que a ideia de um gin produzido em solo alemão não parecesse tão estranha ao resto do mundo.

Essa busca pela perfeição chega aos mínimos detalhes. Seu alambique é luxuoso e exclusivo. A colheita dos botânicos é feita à mão e a produção é artesanal, feita com água pura direto da fonte. O Monkey 47 é vendido em pequenos lotes.  Além disso, não é filtrado e passa 100 dias envelhecendo em tanques de argila.

Para Bruno Siqueira de Carvalho, é um produto sofisticado e, ao mesmo tempo, de raiz. “Ele se destaca porque tem dezenas sabores e perfumes. É complexo e equilibrado ao mesmo tempo e por isso faz tanto sucesso entre bartenders e amantes de gin”.

Para o Brasil, o Monkey 47 chega na versão tradicional dry gin, de 500 ml.

TOM COLLINS

INGREDIENTES

50 ml Monkey 47 Dry Gin
30 ml suco de limão
20 ml simple syrup
Água tônica

MODO DE PREPARO

Coloque o gin, suco de limão e simple syrup em um copo longo com gelo. Complete com refrigerante de tônica e guarneça com um twist de laranja.

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