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Sabores, melodias e histórias: a coquetelaria na música!

Coquetel&

Música e bar sempre formaram uma ótima combinação, certo? Pois bem, demos um passo adiante e elaboramos uma playlist com onze canções que trazem bebidas ou coquetéis em seus títulos. Do boogie-woogie ao indie rock, do gin à Piña Colada, de paixões desenfreadas à crítica social… Há sabores, melodias e histórias para todos os gostos!

A música tem sido, historicamente, um ingrediente indispensável à história dos bares. Tocada ao vivo ou de forma mecânica, ela é um dos primeiros elementos do ambiente que interage com o cliente e, invariavelmente, já é capaz de transmitir valiosas mensagens para quem adentra um local pela primeira vez.

Também vale lembrar que grandes artistas surgiram para o mundo arriscando os primeiros acordes ou pilotando pick-ups em bares e pubs. Felizardos os que se apinharam nestes pequenos salões para ver de perto ilustres desconhecidos que se tornariam lendários, dos Beatles aos Beastie Boys, de Bruce Springsteen aos Ramones…

Mas há ainda outra lista, menos extensa – e provavelmente mais curiosa -que merece registro: a das canções que citam bebidas ou coquetéis famosos em seu título. Com uma pesquisa relativamente paciente e bastante detalhada, é possível encontrar referências desde os anos 1940, chegando até a lançamentos recentes. Em comum, de uma forma ou de outra, a constatação de que os drinks, vez ou outra, podem inspirar o mundo da música com boas sacadas.

Confira a playlist que nós, do Clube do Barman, preparamos para você (mas outras sugestões são bem-vindas!):

Bloody Mary Morning | Willie Nelson

Ícone do folk norte-americano, Willie Nelson gravou duas vezes a canção, entre 1970 e 1973, mudando o sentido da letra por razões comerciais. O drink supostamente acalentava a viagem de um homem que se muda de Houston para Los Angeles. Na versão original, ele deixa a filha na cidade texana; na regravação, quem fica para trás é uma antiga paixão.

Cold Gin | Kiss

Uma das primeiras canções gravadas pelos roqueiros mascarados, leva a assinatura do guitarrista Ace Frehley, que garante tê-la composto em pleno metrô de Nova York, pelos idos de 1973. O hino em louvor ao destilado e ao suposto estímulo que ele traz às aventuras amorosas do sujeito em questão se tornou um clássico do repertório da banda, já famosa àquela época por suas apresentações ao vivo.

It´s Martini Time | Reverend Horton Heat

“Tenho duas azeitonas e um par de limas, acho que é hora do Martini”, sugere o refrão da música-título do quarto álbum da banda de rockabilly texana, lançado em 1996. A letra é um diálogo bem-humorado entre dois cidadãos que reclamam da falta de dinheiro e do desemprego, mas não abrem mão do coquetel preferido.

Margaritaville | Jimmy Buffett

Esta pérola de 1977 narra as peripécias de um homem em busca de sal para as Margaritas que consome numa colônia de férias. A ideia original era ter Elvis Presley na gravação, mas a partida precoce do Rei do Rock frustrou os planos do compositor, Jimmy Buffett. Resultado: ele pôs a própria voz no compacto, que virou hit e até uma linha de produtos licenciados, que incluía a bebida.

One Mint Julep | Ray Charles 

A gravação original, do The Clovers, é de 1952. Mas a surreal trama que começa num beijo roubado e termina em casamento “graças a um Mint Julep”, ganhou novo fôlego dez anos depois, quando regravada por Ray Charles. Não só chegou ao topo da parada do gênero R&B, como também popularizou o coquetel, até então apreciado quase exclusivamente pelas mulheres da aristocracia sulista norte-americana.

Two Piña Coladas | Garth Brooks

O drink oficial de Porto Rico inspirou esta canção “número 1” do astro country, que vivia o auge da carreira em 1998. O trio de compositores – Shawn Camp, Benita Hill e Sandy Mason – imaginou um homem relembrando suas desilusões amorosas numa praia, enquanto saboreava não só uma, mas duas doses do coquetel – “uma para cada mão”. Brooks adorou e escolheu a música para abrir o episódio do Saturday Night Live do qual foi host, em fevereiro daquele ano.

Leave the Bourbon on the Shelf | The Killers

O indie rock do The Killers ganha contornos dramáticos nesta canção de 2007. A letra sugere uma tentativa desastrada de reconciliação, mas o sujeito parece tão conformado que já começa a lidar com as lembranças e pertences que eventualmente ficarão. Entre eles está uma garrafa de Bourbon, pelo visto, prestes a ser consumida. “Deixe o Bourbon na prateleira, pois eu mesmo o beberei”, decreta o vocalista Brandon Flowers.

Whiskey in The Jar | Thin Lizzy

Um triângulo amoroso entre um ladrão, um oficial do exército britânico e a volúvel Molly é o pano de fundo para esta canção folclórica do século XVII, originalmente gravada pela banda irlandesa The Dubliners. Mas foram as versões do Thin Lizzy (1972) e Metallica (1998) que definitivamente a trouxeram para outro patamar. A expressão whiskey na jarra pontua o clima rústico das montanhas de Cork e Kerry, onde se passa a trama. A cidade de Cork, aliás, hoje sedia a destilaria de Jameson.

Rum and Coca-Cola | The Andrews Sisters

A canção tradicional caribenha retrata o gosto dos soldados americanos pela mistura – base do coquetel Cuba Libre – durante a estada em Trinidad, onde cumpriram missão pela 2ª Guerra Mundial. Estrondoso sucesso em 1945, a versão das irmãs Andrews driblou até o boicote de algumas rádios, que questionavam desde a alusão ao álcool até a propaganda gratuita para o refrigerante. Outras, mais engajadas, alegavam que a letra insinuava os excessos cometidos pelas tropas ianques.

One Bourbon, one Scotch, one Beer | John Lee Hooker

Gênio do blues, John Lee Hooker eternizou a composição de Rudy Thoombs em 1966, dando a ela seu toque pessoal: alterou a ordem de alguns versos e improvisou entre eles um diálogo com o “senhor bartender”. Resumo: enquanto não tira os olhos do relógio à espera da amada, que não vê há dois dias, o protagonista faz do título da canção seu pedido inusitado – de uma só vez!

Sangría | Blake Shelton

Uma das estrelas do reality show The Voice, Blake Shelton é mais um cantor country-pop norte-americano que recorre a um drink de outras plagas para narrar conquistas amorosas. Neste caso, o sabor da bebida citada no título – mistura típica de vinho e frutas, originária da Península Ibérica – é comparado ao “gosto” dos lábios de sua musa.

 

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