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Draco Tavern: da ficção, um bar de outro mundo

Coquetel&

⍟ Livro cultuado pelos fãs da ficção científica tem uma taverna frequentada por aliens e humanos como cenário principal. Detalhista, o autor Larry Niven retratou o bar e suas particularidades com maestria.

Publicado em 25 de janeiro de 2017

Em novembro último, Draco Tavern completou uma década de existência. A obra assinada pelo norte-americano Larry Niven é  ótima indicação para quem se identifica com o universo do bar. E séria candidata a livro de cabeceira se, além disso, o leitor também for adepto da ficção científica.

Draco Tavern foge ao lugar comum das tramas que se passam em ambientes de bar. Propõe uma inusitada convivência entre homens e alienígenas no balcão da taverna que dá título à publicação. “A liberdade de expressão está sempre ao alcance do autor. Ele precisa se apropriar dela”, declarou Niven à época do lançamento.

O contexto é engenhoso: uma enorme nave espacial orbita ao redor da Lua e de lá envia alienígenas para o Monte Forel, na Sibéria, Polo Norte. Lá os extraterrestres constroem um porto espacial que se torna atração e ponto de encontro para habitantes de outros cantos da galáxia. É quando o protagonista, Rick Schumann, resolve abrir uma taverna para recebê-los.

Obsessivo quanto aos detalhes, Larry Niven criou seu bar fictício com mesas flutuantes e cadeiras de vários tamanhos. O apetrecho, segundo o autor, garantia a fluência do papo independente da criatura que ali estivesse. Ele também menciona a existência de plugs universais, para que computadores e máquinas humanas e alienígenas pudessem estar conectados.

HUMOR E REFLEXÃO

Nos 27 contos, que se passam por volta de 2030, a interação entre humanos e aliens resulta em momentos bem-humorados e surpreendentes. Além dos clientes, antropólogos e cientistas passam a visitar o lugar e estudar as espécies que se alternam entre um drink e outro. No centro das atenções está Schumann, que assume o posto de bartender para servir seus frequentadores com coquetéis inusitados, tais como o The Bull Shot, suposta mistura de “vodka e consommé”.

Fãs do livro produziram ilustrações inspiradas nos personagens. Aqui, o web artist Onyx Serpent retrata uma cena na taverna.

“Draco Tavern não é apenas um pub. É o modo e o lugar onde humanos interagem com pelo menos 28 espécies da galáxia. Um lugar onde entre trilhões de mentes de aliens estão as respostas para as questões universais. Não é fácil, nem barato mantê-lo. Cuidar do estoque fica cada vez mais difícil a cada vez que surge uma nova espécie. E o clima da Sibéria também não ajuda muito. Mas a experiência vale cada centavo”, resumiu Niven em artigo publicado há dois anos, abusando da mescla entre realidade e ficção.

A obra pode ser adquirida na Amazon ou na Livraria Cultura.

E para quem gosta do assunto, vale a pena também ler nossa matéria sobre o HR Giger Bar Museum, na Suíça, criado à imagem e semelhança do filme Alien.

LARRY NIVEN

Nascido em Los Angeles (EUA), 1938, Niven estudou no Instituto de Tecnologia da Califórnia. Mas conta que não concluiu o curso pois preferia passar horas em um sebo vizinho, devorando revistas de ficção científica. Chegou a trabalhar como frentista e voltou a estudar, desta vez na Universidade de Washburn. Lá se formou em Matemática.

Em 1964 publicou seu primeiro texto: “The Coldest Place”. Desde então aborda a ficção científica de várias formas: em artigos, quadrinhos, scripts para TV, palestras e ações políticas em favor da conquista do espaço. E faz questão de dizer que usa computadores para escrever desde 1978.

Outros títulos de sua autoria: Scatterbrain, RingWorld, Inferno, Juggler of Worlds e Fleet of Worlds.

 

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