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Mijung Kim: da Coreia para o Brasil, com um legítimo escocês na bagagem

Entrevista Nacional

⍟ Com apenas 29 anos e extensa vivência cultural, embaixadora de Chivas Regal fala sobre os desafios e recompensas em trabalhar no Brasil em entrevista exclusiva ao Clube do Barman

Publicado em 12 de abril de 2017, às 15h.

“Sou uma mulher coreana, embaixadora de um whisky escocês no Brasil”. O que para muitos poderia ser uma barreira cultural intransponível, para Mijung Joanne Kim, na verdade, é uma receita de sucesso. Há quase um ano e meio morando em São Paulo, ela desembarcou por aqui sem sequer saber direito o português, mas hoje tem uma carreira consolidada como embaixadora de Chivas Regal.

Passar por este tipo de mudança não é por certo uma novidade para ela. Deixou a Coreia do Sul aos nove anos, por conta da profissão do pai, que era piloto de corridas e tinha uma fábrica de peças para celular com sede no México. Além do país da América Central, também morou nos Estados Unidos, Holanda, Portugal e África do Sul. Nessas andanças tornou-se poliglota – além do coreano, fala inglês, espanhol e português.

Enquanto morava nos Estados Unidos decidiu a carreira que gostaria de seguir. Interessada por ciências, estudou Engenharia de Alimentos na Virginia Tech University. E durante o mestrado pela
Wageningen University and Research Centre, na Holanda, encantou-se com o mundo da destilação e da fermentação – processos químicos básicos na produção de bebidas alcoólicas, como o whisky.

Também colaborou por algum tempo em empresas alimentícias e numa consultoria de inovação de alimentos e agricultura em Portugal, mas já sabia que seu lugar não era em um laboratório, vestindo um jaleco e fazendo testes em tubos de ensaio. Seu objetivo passou a ser conquistar um espaço na indústria em que sonhava trabalhar.

OBJETIVO TRAÇADO

“Quando eu estava em outros empregos, sempre fazia minha cerveja e bebidas tradicionais da Coreia em casa. Eu queria mesmo trabalhar em uma indústria de bebidas alcoólicas, porque é mais dinâmica, gosto dos processos químicos envolvidos nela. Além disso, é um ambiente melhor e mais divertido, porque tenho contato com as pessoas o tempo todo”, conta.

Assim, aliando todo seu conhecimento teórico à paixão pela coquetelaria, começou a trabalhar na Pernod Ricard e logo viajou para a terra do whisky com a missão de conhecer suas histórias e processo de fabricação. Algo que mudaria outra vez os rumos da sua vida.

Treinamento em solo britânico:  os segredos de Chivas Regal

VIDA DE EMBAIXADORA

Na Inglaterra Mijung estudou os diferentes tipos de whisky à venda no mercado, seus ingredientes e características. Em seguida, viajou à Escócia para um treinamento intensivo para embaixadores. Além de aprender todos os processos da produção do whisky escocês, viu como a bebida deve ser apresentada às pessoas e como degustá-la corretamente. Por fim, também foi orientada sobre criar relacionamentos entre a marca e as pessoas o que, segundo ela, é sua principal tarefa.

O bom desempenho e todo conhecimento adquirido a credenciaram a assumir a embaixada de Chivas Regal no Brasil. “Não fiquei tão surpresa, pois Chivas tem autonomia para nos mandar a qualquer lugar do mundo. Confesso que eu não pensava no Brasil, mas fiquei super feliz quando fui informada da notícia. Sabia muito pouco sobre o país  e seria uma aventura para mim!”

Ainda assim, Mijung achava que no início poderia ter dificuldades com os brasileiros, principalmente devido às diferenças culturais e linguísticas. Felizmente, não precisou de muito tempo para perceber o contrário. Seu perfil despertava a curiosidade e a simpatia do público, o que automaticamente contribuiu com a receptividade e interesse pelo whisky. Estrategicamente, a combinação fluiu e trouxe bons resultados.

Conduzir degustações e palestras sobre o whisky é uma de suas principais atividades

MERCADO EM MOVIMENTO

Hoje seu trabalho com a marca está concentrado na região Sudeste. O foco recai sobre São Paulo, graças ao crescimento notório da coquetelaria em bares e restaurantes da capital. Mas os outros três estados – Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo – também recebem atenção periódica. “É uma atuação mais básica. Na Inglaterra a coquetelaria e o conhecimento sobre a bebida são muito desenvolvidos. Aqui procuro oferecer informações, faço muitas degustações para consumidores, bartenders e empresários. Também tenho parcerias com marcas de outros setores, como Armani Jeans e Alexandre Herchcovitch. É uma boa sinergia”, analisa.

Parte do trabalho em estreitar relacionamento com o público baseia-se em novas experiências com a bebida. Festas exclusivas com drinks de Chivas Regal, visitas a bares, palestras e treinamentos são algumas das estratégias para movimentar o mercado.

“É muito importante que as pessoas saibam que a Chivas Regal têm embaixadores no Brasil que cuidam e fazem seu melhor pela marca. Nós queremos rejuvenescê-la”.

Anualmente, todos os embaixadores da marca se reúnem na Escócia para atualizações e treinamentos de marketing.

Embora a vida de embaixadora seja movimentada, Mijung diz que está sempre disponível para esclarecer dúvidas e desenvolver drinks com Chivas Regal

COQUETELARIA BRASILEIRA

Tão acostumada a sabores e culturas das mais diferentes origens, Mijung afirma que  a coquetelaria brasileira está em um ritmo acelerado de crescimento. E deve se fortalecer cada vez mais. A qualidade e criatividade dos bartenders tem surpreendido a embaixadora, superando as expectativas que tinha sobre o mercado.

“Me diziam que os brasileiros não viajam muito e por isso não tinham a experiência da coquetelaria de outros países. Mas descobri um potencial muito bom por aqui e a tecnologia facilita as coisas”, avalia.

Para ela, os bartenders paulistanos sabem como entreter os clientes e mostram-se muito criativos ao preparar seus drinks. A diversidade das frutas brasileiras, em sua opinião, são um grande trunfo. Ela lembra ter se apaixonado instantaneamente pela jabuticaba quando experimentou um coquetel com a fruta.

“Penso que é chato ir a um bar e pedir sempre o que já está no cardápio. Peço ao bartender um coquetel com Chivas Regal ‘para aquecer meu coração’. Basta conversar, pois eles são muito criativos e habilidosos. São experiências únicas e certamente uma das melhores partes do meu trabalho”, explica.

Para encerrar, Mijung deixa um agradecimento e um recado para os barmen. “Eu adoro o Brasil. Muito obrigada por me receberem e me aceitarem tão bem. Continuem criando coquetéis com Chivas. Todos vocês são incríveis”.

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